quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"Cansei de quem gosta como se gostar fosse mais uma ferramenta de marketing. Gostar aos poucos, gostar analisando, gostar duas vezes por semana, gostar até as duas e dezoito. Cansei de gente que gosta como pensa que é certo gostar. Gostar é essa besta desenfreada mesmo. E não tem pensar. E arrepia o corpo inteiro, mas você não sabe se é defesa para recuar ou atacar. E eu gosto de você porque gostar não faz sentido."

sábado, 8 de outubro de 2011

Você tem um jeito tão seu. Uns chamam de louco, mas eu não acho que seja loucura. É só um disfarce, é só pra ser mais fácil levar o dia. E eu até gosto disso em você, só não gosto quando você tenta me afastar. Mas você me puxa de volta, e sabe. Você sempre sabe. É quase como se quisesse que eu fosse embora, mas não conseguisse deixar. Ou então acha que é melhor que eu vá, mas não quer. Ou até mesmo quer, e sou eu que não quero acreditar nisso. É verdade, você é grosseiro e não sabe a hora de parar de brincar. Mas eu acho que suas grosserias só me atingem porque o que você diz é verdade. Eu só queria que você entendesse que são desnecessárias... Acho que já faz um mês, e eu te vejo todos os dias. E me assusta o quanto isso não me incomoda. Quando eu não te vejo, meu dia não foi completo. Eu vejo nos seus olhos, sabe, que tem alguma coisa. Mas não queria te perguntar... Desculpa se às vezes (sempre) eu sou meio (muito) impossível, e te encho de perguntas, mas é que você me faz bem... E eu, sinceramente, não sei o porquê. E o seu sorriso, nossa, você não sabe o poder que ele tem... Fico com saudade dele segundos após vê-lo. Queria poder te dizer essas coisas, mas não posso. Esse muro de defesa que você construiu em volta de si me assusta às vezes, e eu não quero te perder, mesmo que eu nem sequer tenha você. Então só consigo deixar rolar, mesmo que isso faça com que eu queira arrancar os meus cabelos. Contando que você sorria pra mim de novo. (ta uma bosta, mas eu precisava escrever)

sábado, 1 de outubro de 2011

Sim, eu sei que não devemos colocar a nossa felicidade na mão de outra pessoa. But I want you so fucking bad!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pura hipocrisia. É somente isso que me cerca. É tão forte que eu sinto vontade de vomitar. Em português bem claro mesmo. Tenho sentido bastante isso, e não é figura de linguagem não: eu realmente sinto vontade de vomitar. Em tudo e em todos, em qualquer lugar. Chego a duvidar das pessoas, encarar a vida de verdade me assusta demais. Eu estou completamente aterrorizada com isso tudo e não tenho ninguém pra conversar sobre. Porque as pessoas são hipócritas demais e eu não tenho mais estômago pra esse tipo de conversa. Sei lá. Não consigo viver nesse mundo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

“Se meu coração não se emociona mais, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali. Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali? Não te amo mais, queria dizer a ele, pela primeira vez, sem esperar que ele sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse com o dia em que eu não o amasse mais. Mas justamente porque eu não o amo mais, nem quero mais que ele sofra. Aliás, não quero mais nada. Só ir embora.” — Tati Bernardi

domingo, 11 de setembro de 2011

Faz falta

A falta que faz. Falta tudo, falta paz. Até quando não falta nada. Até quando todos os pontos estão ligados, a gente desliga alguns pra faltar mais. Fazer dessa falta um algo mais é o que faz a diferença, é o que faz a gente respirar. Ou melhor, suspirar. Suspirar. Quero cantar músicas bregas e falar de amor. Mesmo não conhecendo a letra. Do amor, porque de música brega todo mundo entende. Quero ter e sentir falta depois. Do cheiro, do gosto, do toque. Quero tudo novo. E querer tudo de novo. So what's the matter with you? Sing me something new...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Wonderland

Eu ouvia seus sons e tentava seguir o seu ritmo. Nunca alcancei. Nunca soube os passos. Me imaginei péssima dançarina e você me conduzia do mesmo jeito. Me enganei. Você me conduzia direitinho, mas nunca fui péssima dançarina. Era a dança que estava errada. Muito errada. E sempre esteve. Depois de tudo que passou, agora eu vejo que estava tudo errado. Até os acertos. Para mim, e é isso que importa. Se está certo pra você e errado pra mim, tá errado. O contrário também. Mas você gosta assim. Então vá fingir que dança com outra pessoa essa coisa sem ritmo que você conduz. Me acostumei com você, por isso fingia que dançava também. Mesmo sabendo há bastante tempo que a gente já tinha parado de dançar. Ou melhor, acho que nunca dançamos. Levo daqui então tudo de bom de você. Mas levo embora comigo e não deixo nada meu. Não deixo porque você não quis nada de mim, apesar de querer tudo sem ter que retribuir. Quando a gente não retribui, as coisas vêm e voltam. E tudo de bom que eu te dei voltou. Mas não tem importância, agora tudo que eu tenho de bom, eu tenho em dobro. E tudo que eu achei que seria bonito com a gente, será lindo com alguém. Estou pulando fora da minha zona de conforto e caindo, igual Alice. Levo isso como algo bom, muito bom. Espero que tenha uma Wonderland quando eu parar de cair, mas isso não precisa ser agora. Só precisa ser. E vai. Só porque eu quero. Só consegui pensar nessa música enquanto escrevia isso.