sábado, 1 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Pura hipocrisia. É somente isso que me cerca. É tão forte que eu sinto vontade de vomitar. Em português bem claro mesmo. Tenho sentido bastante isso, e não é figura de linguagem não: eu realmente sinto vontade de vomitar. Em tudo e em todos, em qualquer lugar. Chego a duvidar das pessoas, encarar a vida de verdade me assusta demais. Eu estou completamente aterrorizada com isso tudo e não tenho ninguém pra conversar sobre. Porque as pessoas são hipócritas demais e eu não tenho mais estômago pra esse tipo de conversa.
Sei lá. Não consigo viver nesse mundo.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
“Se meu coração não se emociona mais, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali. Se não sonho mais, não planejo mais, não desejo mais, não espero mais nada, o que eu estava fazendo ali?
Não te amo mais, queria dizer a ele, pela primeira vez, sem esperar que ele sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse com o dia em que eu não o amasse mais. Mas justamente porque eu não o amo mais, nem quero mais que ele sofra. Aliás, não quero mais nada. Só ir embora.”
— Tati Bernardi
domingo, 11 de setembro de 2011
Faz falta
A falta que faz. Falta tudo, falta paz. Até quando não falta nada. Até quando todos os pontos estão ligados, a gente desliga alguns pra faltar mais. Fazer dessa falta um algo mais é o que faz a diferença, é o que faz a gente respirar. Ou melhor, suspirar.
Suspirar.
Quero cantar músicas bregas e falar de amor. Mesmo não conhecendo a letra. Do amor, porque de música brega todo mundo entende. Quero ter e sentir falta depois. Do cheiro, do gosto, do toque. Quero tudo novo. E querer tudo de novo.
So what's the matter with you? Sing me something new...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Wonderland
Eu ouvia seus sons e tentava seguir o seu ritmo. Nunca alcancei. Nunca soube os passos. Me imaginei péssima dançarina e você me conduzia do mesmo jeito.
Me enganei. Você me conduzia direitinho, mas nunca fui péssima dançarina. Era a dança que estava errada. Muito errada. E sempre esteve. Depois de tudo que passou, agora eu vejo que estava tudo errado. Até os acertos. Para mim, e é isso que importa. Se está certo pra você e errado pra mim, tá errado. O contrário também. Mas você gosta assim. Então vá fingir que dança com outra pessoa essa coisa sem ritmo que você conduz.
Me acostumei com você, por isso fingia que dançava também. Mesmo sabendo há bastante tempo que a gente já tinha parado de dançar. Ou melhor, acho que nunca dançamos.
Levo daqui então tudo de bom de você. Mas levo embora comigo e não deixo nada meu. Não deixo porque você não quis nada de mim, apesar de querer tudo sem ter que retribuir. Quando a gente não retribui, as coisas vêm e voltam. E tudo de bom que eu te dei voltou. Mas não tem importância, agora tudo que eu tenho de bom, eu tenho em dobro. E tudo que eu achei que seria bonito com a gente, será lindo com alguém.
Estou pulando fora da minha zona de conforto e caindo, igual Alice. Levo isso como algo bom, muito bom. Espero que tenha uma Wonderland quando eu parar de cair, mas isso não precisa ser agora. Só precisa ser. E vai. Só porque eu quero.
Só consegui pensar nessa música enquanto escrevia isso.
sábado, 27 de agosto de 2011
“Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas. Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver nascer uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?”
Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?”
domingo, 14 de agosto de 2011
I'm a mess, I confess
Minha mente está bloqueada mas ao mesmo tempo nada passa despercebido. Um turbilhão de teorias e idéias passam por aqui, mas tudo continua o mesmo. Não tenho medo de nada, só de mexer na minha zona de conforto. E a minha zona de conforto é o pesadelo de muita gente. Minha zona de conforto está na solidão. Pelo menos é o que eu conheço, a solidão nunca vai te surpreender de forma negativa. Se você se mantém nela, você não tem como piorar. Mas se você passar por momentos longe dela, você sabe o que te espera depois. Assim não dói.
Aí que está o grande problema: não dói mais. Quando dói, você quer que passe. Dor incomoda. E quando não dói? E se chega a um ponto que não incomoda mais? Como sair daquilo?
Sei lá, pareço estar esperando por algo ou alguém pra me tirar daqui, pra me tirar de mim. Mas sem me levar por inteiro. Tem partes aqui que que valem a pena serem conhecidas. Não espero mais por alguém que valha a pena conhecê-las, porque isso a gente nunca sabe se vale de fato. Espero só por alguém que queira, de verdade, ver realmente a mim. Com tudo. Com a solidão também.
Aí que está o grande problema: não dói mais. Quando dói, você quer que passe. Dor incomoda. E quando não dói? E se chega a um ponto que não incomoda mais? Como sair daquilo?
Sei lá, pareço estar esperando por algo ou alguém pra me tirar daqui, pra me tirar de mim. Mas sem me levar por inteiro. Tem partes aqui que que valem a pena serem conhecidas. Não espero mais por alguém que valha a pena conhecê-las, porque isso a gente nunca sabe se vale de fato. Espero só por alguém que queira, de verdade, ver realmente a mim. Com tudo. Com a solidão também.
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