terça-feira, 24 de maio de 2011

É quase um peso saindo de dentro de mim. E por mais que doa, por mais que eu me arrependa, por mais que eu chore por isso... É, eu sei que é o certo.
Eu não podia continuar fazendo isso comigo mesma, e você não pode também. Eu não mereço, sabe?
Então, resolve a sua vida que a minha eu vou resolvendo assim, do meu jeito. A gente sabe que se esbarra se tiver que ser.

sábado, 21 de maio de 2011

Eu não aguento mais gostar de você. Era uma doideira minha, que eu pensava comigo mesma o quão doido que era gostar de você, mas eu não quero mais. Eu não tenho mais estômago pra isso, eu não tenho mais argumentos pra isso.
Não é que eu precise de você na minha vida, mas é que minha vida seria tão chata.
Que chato seria não pensar quando vou ver você. Eu penso se isso tudo vale mesmo a pena, mas olha, você me manda uma mensagem dizendo "você está tão linda, pqp. desculpe não poder te dar atenção". E isso é tão seu. E toda vez que a gente se despede, eu me pego pensando até quando eu vou ter que esperar pra falar com você de novo, e você me diz "me liga pra dizer que chegou bem". Mas eu estou indo pra casa e está cedo. "Me liga mesmo assim."
E você some, como sempre. E você volta. Sempre volta.
"Você está linda, queria tirar uma foto desse momento." E acaba comigo, bem ali. Acaba com todas as coisas que fariam eu conseguir não gostar de você.
Eu sinto que alguma coisa vai acontecer, que vai mudar tudo. Não consigo dizer se é algo bom ou ruim pra mim.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

That I would be loved
Even when I was fuming
That I would be good
Even if I was clinging

That I would be good
Even if I lost sanity
That I would be good
Whether with or without you.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Minha cabeça está tão cheia de uns tempos pra cá. Meu coração está tão apertado, amassado, sufocado.
Essa névoa não clareia as coisas nunca. Acho que estou andando em círculos de novo. Parece que qualquer caminho que eu escolha, você está no final da estrada com a mão estendida. Como quem diz "Vem, é mais fácil por aqui. Comigo é mais fácil.". Não, não é fácil.
Eu não sei o que é chão, o que é teto. Não conheço distância, não conheço altura. Às vezes eu caio e não consigo dizer se já atingi o chão ou se continuo caindo. Eu tropeço em tudo a minha volta. Eu tropeço nas suas palavras e caio sobre os seus carinhos. Às vezes eu até consigo sorrir. E bate um desespero... Um desespero que parece que eu vou perder tudo. Tudo o que, se eu não tenho nada?
Eu dou tudo de mim e não recebo nada em troca e sinto medo de perder esse nada que eu recebo. Como se eu fosse perder tudo, como se fosse piorar. É um desespero por pensar que posso perder algo que eu não tenho ainda. E que acho que eu nunca terei.
Mesmo eu tendo certeza que a gente tem tudo para provar que está todo mundo errado. Inclusive, e principalmente, nós mesmos. Mesmo assim, fica complicado porque você não aceita. É como se você não quisesse ser feliz. Você se apegou ao passado e a unica pessoa que pode consertar isso é você. Por mais que eu esteja aqui, agora.
É um sufoco na garganta que quase me conforta. É essa sensação de "aguenta mais um pouquinho". Às vezes eu acho que é só ter paciência, às vezes eu acho que estou brincando de idiota. Me machucando pra ver você bem.
Porque muitas vezes eu me coloco de lado. E aquela estrada escura, cheia de caminhos e curvas perigosas, nos ajuda a perceber que a gente ainda tem um longo caminho pela frente. Você está em cada caminho e eu estou em cada curva. E quando a gente se esbarra a névoa se afasta e eu olho pra cima. A lua está sempre linda quando a gente se encosta.
Pode parecer que eu sou uma idiota mesmo, ou que você não merece alguém assim. Mas é que nada tira da minha cabeça que você vale a pena.
"Você pode me vendar e contar até dez, me empurrar e segurar os meus pés. Não me importa mais o que faça, comigo ou com suas garotas de programa, depois que construí minha parede com pedras de rua, em qualquer lugar que eu esteja, me encontro no chão."
"Já contei aqui sobre as pessoas que estouram de raiva do nada. Porque nunca é do nada. Não é que a pessoa entrou no bobs e ficou louca do cu porque o sanduíche veio errado. Não é por isso. Há que se considerar tudo o que a pessoa aturou até aquele dia. A gota d'água que tem a irrelevância de uma gota d'água, porém, o resultado ao cair no copo cheio é catastrófico. Então, hoje, nem é raiva que eu sinto. É angústia, desespero, choro compulsivo. É andar na rua e pensar "opa, falta uma quadra pra eu chegar em casa, tomara que eu consiga segurar as lágrimas até lá". Daí nego pergunta o que aconteceu dessa vez e a minha resposta é mimimi. "Mas nossa, só isso?", perguntaria um Zé Buceta. Sabe. Não é só isso. Não sou uma pessoa forte, eu finjo que sou. As pessoas acreditam. As pessoas acham que eu estou aqui de boa. "Louise* aguentou, eu não aguentaria". Eu não aguento. EU NÃO AGUENTO. Mas é o que temos para hoje.(...) E vem nego dizer que quem aguentou tanto, aguenta mais. Como se eu realmente aguentasse. Uma gota d'água em uma copo cheio. São nesses dias como hoje que vem tudo de uma vez. A vontade de sentar na calçada e chorar. E é por tanta coisa. Eu choro coisas que aconteceram há 20 anos. Eu choro o que aconteceu hoje. Tudo junto. Cada lágrima representa um sofrimento. E são muitos. Estava sentada, fui levantar e escorreguei. Pensei que era água da chuva, eram a minhas lágrimas no chão. Todo mundo sofre, pensa o Zé Buceta. Eu penso, parabéns se você aguenta, eu ainda não aprendi. Quem sabe um dia. Só aprendi a tomar remédio para dormir. Dormindo a gente não sofre."

daqui.


*Não era meu nome, adaptei, é isso aí.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Está tudo muito errado e só você pode consertar. Você diz que quer esquecer, mas não segue em frente. Você não vê que é o único nessa história? Eu nunca vou conseguir entrar se você não quiser que ela saia. E isso é meio decepcionante.
Pare de ter medo, siga em frente, deixe sentir. Acabou!
Deixa eu te mostrar que você pode ser feliz de novo.