terça-feira, 10 de maio de 2011

É inevitável não dormir. Eu sei que eu disse que dormi, mas eu quase não dormi de novo. Como eu vou sentir você dormindo? E se eu dormir, a hora passa tão rápido...
Mas eu queria dormir, de verdade. Mas a sua música alta não deixou. Eu sei que já tá na hora de pedir pra você abaixar. Mas eu nunca peço.
Você estava tão lindo. Não sei se era porque eu estava com frio. O frio me faz achar as pessoas lindas. Mas era o seu jeitinho... Sei la, sabe? Estava tudo tão... confortável.
Estou tentando manter os pés no chão, e acho que estou conseguindo. Eu sei como as coisas estão indo, eu sei que não está tudo bem. E eu sei mais do que demonstro saber. Sei mais do que você. E ao mesmo tempo eu não sei de nada.
Só quero saber onde isso vai dar, se é que vai dar em algum lugar.


Só que se você continuar assim, eu não me responsabilizo.

domingo, 8 de maio de 2011

sábado, 7 de maio de 2011

06 de maio

É meio estranho como as coisas são. Eu já devo estar me tornando repetitiva, mas eu acho que eu nunca vou desistir de tentar entender você. Não que eu me entenda, é que isso não importa mesmo. Você aparece e parece que tudo vai ficar bem. Você traz tudo que tem de bom em mim e eu me desconcerto toda. E acho que você notou, impossível não notar... Eu não sinto que preciso de você, nem sinto que o mundo vai acabar. É como eu disse, tudo fica bem, e não só pra mim. Você também sente isso, dá pra notar. E você diz que eu te faço tão bem e eu sorrio querendo que você soubesse o bem que me faz também. E você sabe. Você reclama que eu não te dou tchau quando você tem que ir embora e eu te mando um beijo e imagino se você sabe o quanto isso é difícil pra mim.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu troco os pés pelas mãos tantas vezes que eu acho que esse já virou o meu jeito. Queria arrancar certas palavras do meu dicionário, certas expressões da minha cabeça. Queria arrancar muitas coisas dentro de mim. E queria também não falar mais de você, mas o que eu posso fazer se é só no que eu tenho pensado?
Você tem um jeito tão seu que me deixa louca e eu não sei o que fazer. Você reclama que eu não converso sobre as coisas que me incomodam quando a gente se vê, mas é que eu só quero sentir você um pouquinho. Sua voz nasalada e sua cara de bravinho. Sua respiração forte e esse seu jeito de me olhar. Eu sei que você não sente isso também, mas eu não posso evitar.
Apesar disso tudo eu não sei o que você tem pra eu me sentir assim. Porque esse "assim" é muito mais do que eu digo. Você diz que gosta de mim e eu só quero gritar de volta "O QUE ISSO QUER DIZER, CARALHO?", mas eu gosto de você também sem saber como.
Eu não posso estar enganada, você não mente tão bem assim. Quando a gente tá junto é tudo tão diferente.
Eu só queria que você soubesse que tudo pode dar certo. Você diz que sabe, então me convence?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

As coisas são tão embaralhadas na minha cabeça que eu me canso de tentar entender, me entender. Quanto mais me explicar. Mas eu estou querendo mudar isso, quero voltar a escrever, quero voltar a sentir. Ou melhor, quero parar de só sentir, quero contar pra todo mundo. Parar de guardar.
Eu só me pergunto quando tudo isso vai acabar. Essa indecisão, essa confusão, essa coisa que eu não entendo. Sei lá, sabe... Queria que acabasse logo, queria traçar logo o meu rumo. Queria saber responder a pergunta que mais me faz tremer: "Como você se vê daqui a 5 anos?"
Só consigo responder "daqui a 5 anos não sei nem se eu vou estar viva" porque na verdade eu não tenho nem idéia de como eu quero estar daqui a 5 anos. Nem daqui a 1 ano. Nem 6 meses, nem nada. A unica coisa que eu sei é que eu quero saber. Mas já estou vendo que só querer não é suficiente. Não me ensinaram isso.
Eu tenho 20 anos e parei de me sentir "crescendo" a muito tempo. Só me sinto morrendo...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tudo está tão esquisito ultimamente. É como se eu perdesse a identidade. Eu não consigo mais falar, eu não consigo mais escrever. Eu não consigo nem gritar... Sei lá, eu só queria você um pouquinho. Só mais um pouquinho. E ir te tendo de pouquinho em pouquinho, pra segurar esse aperto. Aperto que dói, sufoca.
Deita aqui um pouquinho. Eu não vou dormir, eu nunca durmo, mas eu nem ligo. Acordada eu posso ver que dormindo você me quer. Você me beija e nem sabe. Você não me dá as costas dormindo... Então deita aqui só mais um pouquinho. Me explica esse mundo tão confuso. Eu te explico o meu, você sabe que eu tenho paciência em te explicar tudo. Você sabe que eu me machuco por você, pra não doer em você dói tanto em mim.
Você dorme sempre, mas olha mais um pouquinho pra mim. Me faz tão bem. Me faz tão mal.
Eu sei que essa vida não é fácil, eu sei que tem muitas pedras no caminho, mas eu cuido de você. Cuida de mim...
Eu sou tão sua e você nem percebe.
Tá sufocando demais, tá apertado demais. Cuida de mim.
Eu não preciso de você, você não precisa de mim. Mas juntos a gente não precisa de mais ninguém. Vem, cuida de mim.

sexta-feira, 18 de março de 2011

---

Eu sou toda errada. Essa é a real. Por mais que você tente me convencer do contrário, não adianta. Bem, se tem uma coisa sobre mim que eu posso afirmar com certeza é isso, nada me convence. Acho que nem eu mesma me convenço de alguma coisa. Se eu acho ISSO, nada me faz mudar de idéia. NADA. Acho que isso é um defeito meu, mas já nem sei mais.
Eu só cansei de ser sozinha. Eu achava que era draminha meu esse negócio de me sentir sozinha sempre. Mas olha, não é drama nenhum. É um fato. Mas isso não quer dizer que eu possa reclamar, porque eu não posso. Se eu sou sozinha, a culpa é minha. Eu gosto das pessoas, eu não sou um monstro como muita gente pensa. Eu me apego, eu admiro, eu adoro. Eu só não idolatro ninguém. Só não sei deixar chegarem muito perto, por muito tempo. Tirando parente, ninguém nunca me conhece direito. Só quem me conhece são as pessoas que moram comigo, e olhe lá. Até elas se surpreendem de vez em quando.
Eu não gosto disso. Eu queria ter amigos, eu queria ter namorado, eu queria ter ex-namorados, inimigos também, por que não? Mas eu não tenho nada disso...
Eu testo as pessoas. Eu tenho esse joguinho na minha cabeça que se uma pessoa me diz que gosta de mim, eu já penso logo "gosta mesmo? vamos ver". Eu as afasto e pago pra ver se voltam, e quer saber? Ninguém volta. Ninguém. E eu vou seguindo assim, sozinha...
Eu não sou uma pessoa tão difícil assim de lidar, eu até faço amizades, sou sociável. Mas só se a pessoa fizer parte do meu dia-a-dia. Meu amigos de colégio duraram o tempo do colégio. Acabaram as aulas, acabou tudo. Com certeza meus amigos de trabalho será do mesmo jeito, se eu não conseguir mudar isso. Mas olha, eu não tenho idéia de como se muda isso. Não tem manual de instruções, não tem força de vontade, não tem nada que eu faça que me deixe menos sozinha.
Eu acho que não sei me relacionar com as pessoas. Sei la.
Se você me diz que não gosta de mim, eu fico alí, firme e forte. Se você diz que gosta, eu me desespero. "E agora, eu faço o que?"

Sei lá. Ninguém me ensinou a viver. Eu estou achando difícil demais...
Cheguei num ponto que eu só me sinto bem se estiver dormindo ou bebendo. Pois é.
Mas sei lá, eu ainda acho que vai aparecer alguém que vai mudar tudo. Só não demora demais, por favor!