Eu troco os pés pelas mãos tantas vezes que eu acho que esse já virou o meu jeito. Queria arrancar certas palavras do meu dicionário, certas expressões da minha cabeça. Queria arrancar muitas coisas dentro de mim. E queria também não falar mais de você, mas o que eu posso fazer se é só no que eu tenho pensado?
Você tem um jeito tão seu que me deixa louca e eu não sei o que fazer. Você reclama que eu não converso sobre as coisas que me incomodam quando a gente se vê, mas é que eu só quero sentir você um pouquinho. Sua voz nasalada e sua cara de bravinho. Sua respiração forte e esse seu jeito de me olhar. Eu sei que você não sente isso também, mas eu não posso evitar.
Apesar disso tudo eu não sei o que você tem pra eu me sentir assim. Porque esse "assim" é muito mais do que eu digo. Você diz que gosta de mim e eu só quero gritar de volta "O QUE ISSO QUER DIZER, CARALHO?", mas eu gosto de você também sem saber como.
Eu não posso estar enganada, você não mente tão bem assim. Quando a gente tá junto é tudo tão diferente.
Eu só queria que você soubesse que tudo pode dar certo. Você diz que sabe, então me convence?
quinta-feira, 5 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
As coisas são tão embaralhadas na minha cabeça que eu me canso de tentar entender, me entender. Quanto mais me explicar. Mas eu estou querendo mudar isso, quero voltar a escrever, quero voltar a sentir. Ou melhor, quero parar de só sentir, quero contar pra todo mundo. Parar de guardar.
Eu só me pergunto quando tudo isso vai acabar. Essa indecisão, essa confusão, essa coisa que eu não entendo. Sei lá, sabe... Queria que acabasse logo, queria traçar logo o meu rumo. Queria saber responder a pergunta que mais me faz tremer: "Como você se vê daqui a 5 anos?"
Só consigo responder "daqui a 5 anos não sei nem se eu vou estar viva" porque na verdade eu não tenho nem idéia de como eu quero estar daqui a 5 anos. Nem daqui a 1 ano. Nem 6 meses, nem nada. A unica coisa que eu sei é que eu quero saber. Mas já estou vendo que só querer não é suficiente. Não me ensinaram isso.
Eu tenho 20 anos e parei de me sentir "crescendo" a muito tempo. Só me sinto morrendo...
Eu só me pergunto quando tudo isso vai acabar. Essa indecisão, essa confusão, essa coisa que eu não entendo. Sei lá, sabe... Queria que acabasse logo, queria traçar logo o meu rumo. Queria saber responder a pergunta que mais me faz tremer: "Como você se vê daqui a 5 anos?"
Só consigo responder "daqui a 5 anos não sei nem se eu vou estar viva" porque na verdade eu não tenho nem idéia de como eu quero estar daqui a 5 anos. Nem daqui a 1 ano. Nem 6 meses, nem nada. A unica coisa que eu sei é que eu quero saber. Mas já estou vendo que só querer não é suficiente. Não me ensinaram isso.
Eu tenho 20 anos e parei de me sentir "crescendo" a muito tempo. Só me sinto morrendo...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Tudo está tão esquisito ultimamente. É como se eu perdesse a identidade. Eu não consigo mais falar, eu não consigo mais escrever. Eu não consigo nem gritar... Sei lá, eu só queria você um pouquinho. Só mais um pouquinho. E ir te tendo de pouquinho em pouquinho, pra segurar esse aperto. Aperto que dói, sufoca.
Deita aqui um pouquinho. Eu não vou dormir, eu nunca durmo, mas eu nem ligo. Acordada eu posso ver que dormindo você me quer. Você me beija e nem sabe. Você não me dá as costas dormindo... Então deita aqui só mais um pouquinho. Me explica esse mundo tão confuso. Eu te explico o meu, você sabe que eu tenho paciência em te explicar tudo. Você sabe que eu me machuco por você, pra não doer em você dói tanto em mim.
Você dorme sempre, mas olha mais um pouquinho pra mim. Me faz tão bem. Me faz tão mal.
Eu sei que essa vida não é fácil, eu sei que tem muitas pedras no caminho, mas eu cuido de você. Cuida de mim...
Eu sou tão sua e você nem percebe.
Tá sufocando demais, tá apertado demais. Cuida de mim.
Eu não preciso de você, você não precisa de mim. Mas juntos a gente não precisa de mais ninguém. Vem, cuida de mim.
Deita aqui um pouquinho. Eu não vou dormir, eu nunca durmo, mas eu nem ligo. Acordada eu posso ver que dormindo você me quer. Você me beija e nem sabe. Você não me dá as costas dormindo... Então deita aqui só mais um pouquinho. Me explica esse mundo tão confuso. Eu te explico o meu, você sabe que eu tenho paciência em te explicar tudo. Você sabe que eu me machuco por você, pra não doer em você dói tanto em mim.
Você dorme sempre, mas olha mais um pouquinho pra mim. Me faz tão bem. Me faz tão mal.
Eu sei que essa vida não é fácil, eu sei que tem muitas pedras no caminho, mas eu cuido de você. Cuida de mim...
Eu sou tão sua e você nem percebe.
Tá sufocando demais, tá apertado demais. Cuida de mim.
Eu não preciso de você, você não precisa de mim. Mas juntos a gente não precisa de mais ninguém. Vem, cuida de mim.
sexta-feira, 18 de março de 2011
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Eu sou toda errada. Essa é a real. Por mais que você tente me convencer do contrário, não adianta. Bem, se tem uma coisa sobre mim que eu posso afirmar com certeza é isso, nada me convence. Acho que nem eu mesma me convenço de alguma coisa. Se eu acho ISSO, nada me faz mudar de idéia. NADA. Acho que isso é um defeito meu, mas já nem sei mais.
Eu só cansei de ser sozinha. Eu achava que era draminha meu esse negócio de me sentir sozinha sempre. Mas olha, não é drama nenhum. É um fato. Mas isso não quer dizer que eu possa reclamar, porque eu não posso. Se eu sou sozinha, a culpa é minha. Eu gosto das pessoas, eu não sou um monstro como muita gente pensa. Eu me apego, eu admiro, eu adoro. Eu só não idolatro ninguém. Só não sei deixar chegarem muito perto, por muito tempo. Tirando parente, ninguém nunca me conhece direito. Só quem me conhece são as pessoas que moram comigo, e olhe lá. Até elas se surpreendem de vez em quando.
Eu não gosto disso. Eu queria ter amigos, eu queria ter namorado, eu queria ter ex-namorados, inimigos também, por que não? Mas eu não tenho nada disso...
Eu testo as pessoas. Eu tenho esse joguinho na minha cabeça que se uma pessoa me diz que gosta de mim, eu já penso logo "gosta mesmo? vamos ver". Eu as afasto e pago pra ver se voltam, e quer saber? Ninguém volta. Ninguém. E eu vou seguindo assim, sozinha...
Eu não sou uma pessoa tão difícil assim de lidar, eu até faço amizades, sou sociável. Mas só se a pessoa fizer parte do meu dia-a-dia. Meu amigos de colégio duraram o tempo do colégio. Acabaram as aulas, acabou tudo. Com certeza meus amigos de trabalho será do mesmo jeito, se eu não conseguir mudar isso. Mas olha, eu não tenho idéia de como se muda isso. Não tem manual de instruções, não tem força de vontade, não tem nada que eu faça que me deixe menos sozinha.
Eu acho que não sei me relacionar com as pessoas. Sei la.
Se você me diz que não gosta de mim, eu fico alí, firme e forte. Se você diz que gosta, eu me desespero. "E agora, eu faço o que?"
Sei lá. Ninguém me ensinou a viver. Eu estou achando difícil demais...
Cheguei num ponto que eu só me sinto bem se estiver dormindo ou bebendo. Pois é.
Mas sei lá, eu ainda acho que vai aparecer alguém que vai mudar tudo. Só não demora demais, por favor!
Eu só cansei de ser sozinha. Eu achava que era draminha meu esse negócio de me sentir sozinha sempre. Mas olha, não é drama nenhum. É um fato. Mas isso não quer dizer que eu possa reclamar, porque eu não posso. Se eu sou sozinha, a culpa é minha. Eu gosto das pessoas, eu não sou um monstro como muita gente pensa. Eu me apego, eu admiro, eu adoro. Eu só não idolatro ninguém. Só não sei deixar chegarem muito perto, por muito tempo. Tirando parente, ninguém nunca me conhece direito. Só quem me conhece são as pessoas que moram comigo, e olhe lá. Até elas se surpreendem de vez em quando.
Eu não gosto disso. Eu queria ter amigos, eu queria ter namorado, eu queria ter ex-namorados, inimigos também, por que não? Mas eu não tenho nada disso...
Eu testo as pessoas. Eu tenho esse joguinho na minha cabeça que se uma pessoa me diz que gosta de mim, eu já penso logo "gosta mesmo? vamos ver". Eu as afasto e pago pra ver se voltam, e quer saber? Ninguém volta. Ninguém. E eu vou seguindo assim, sozinha...
Eu não sou uma pessoa tão difícil assim de lidar, eu até faço amizades, sou sociável. Mas só se a pessoa fizer parte do meu dia-a-dia. Meu amigos de colégio duraram o tempo do colégio. Acabaram as aulas, acabou tudo. Com certeza meus amigos de trabalho será do mesmo jeito, se eu não conseguir mudar isso. Mas olha, eu não tenho idéia de como se muda isso. Não tem manual de instruções, não tem força de vontade, não tem nada que eu faça que me deixe menos sozinha.
Eu acho que não sei me relacionar com as pessoas. Sei la.
Se você me diz que não gosta de mim, eu fico alí, firme e forte. Se você diz que gosta, eu me desespero. "E agora, eu faço o que?"
Sei lá. Ninguém me ensinou a viver. Eu estou achando difícil demais...
Cheguei num ponto que eu só me sinto bem se estiver dormindo ou bebendo. Pois é.
Mas sei lá, eu ainda acho que vai aparecer alguém que vai mudar tudo. Só não demora demais, por favor!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Na Natureza Selvagem
”Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso que parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito aventureiro do homem que um futuro seguro.”
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
I'm learning to breathe...
Não faz o menor sentido é a frase que não sai da minha cabeça de jeito nenhum. Mas num era o que eu queria? Que nada fizesse o menor sentido, pra assim eu poder ser feliz em paz? Parece que eu ainda não estou pronta pra perder o controle, como achei que estivesse. Acho que é a coisa mais difícil que eu teimei que tenho que fazer. Perder o controle. Controle do que se não há nada para ser controlado? Ou melhor, não há nem sinais de que terá algo para controlar. Mas se houver, eu quero perder o controle. E eu quero que haja, nossa, como eu quero!
Fico com medo de por querer demais, isso não aconteça. E é um medo tão idiota. Todo mundo diz que se você quiser muito uma coisa, você terá. E nossa, como eu quero! Então por que o medo? Meu Deus, que sentido faz ter medo de que não aconteça algo só porque você quer que aconteça? Só em dizer isso, eu tremo de medo. Só em pensar nisso, eu morro de medo. Porque eu quero tanto, nossa, como eu quero!
Eu não tenho UM motivo para querer tanto assim. Pelo menos nenhum motivo que valha. Pelo menos nenhum motivo que valha PRA MIM! Mas eu quero. Eu simplesmente quero. Sem motivos, sem razão, sem o menor sentido, eu só quero. E nossa, como eu quero! Eu quero algo que eu não sei o que é, que eu não sei nem se existe. E acho que isso faz eu quero mais e mais. Esse silêncio que machuca me faz querer mais e mais. Mas quando aparece, me faz querer ainda mais. E quando some, nossa, como eu quero!
Acho que nunca olhei tanto pro relógio. Acho que nunca senti tanto frio. Não assim, não sem motivos. Nem que eu inventasse motivos, eles existiam. Talvez eu tenha conseguido o que eu tanto quis. Eu perdi o controle! Eu quero uma coisa que não existe, mas eu quero! Eu sinto uma coisa que não faz sentido, mas eu sinto. Eu, que sou a pessoa que mais dá desculpas para justificar seus próprios pensamentos, não consigo pensar em nada. E foi aí que eu perdi o controle. Essa falta de sentido nunca existiu pra mim. Mesmo que tenha existido, eu inventava um, e eu não consigo mais. Eu só sinto, eu só quero. Nossa, como eu quero!
Isso não existe, e por não existir eu penso que inventei. Eu quero dar um nome pra isso, mas eu não consigo. Não tem desculpas, não tem sentido, não tem lógica, não tem controle, não tem nada. Isso não tem nome. Deve ser por isso que eu chamo de você.
Fico com medo de por querer demais, isso não aconteça. E é um medo tão idiota. Todo mundo diz que se você quiser muito uma coisa, você terá. E nossa, como eu quero! Então por que o medo? Meu Deus, que sentido faz ter medo de que não aconteça algo só porque você quer que aconteça? Só em dizer isso, eu tremo de medo. Só em pensar nisso, eu morro de medo. Porque eu quero tanto, nossa, como eu quero!
Eu não tenho UM motivo para querer tanto assim. Pelo menos nenhum motivo que valha. Pelo menos nenhum motivo que valha PRA MIM! Mas eu quero. Eu simplesmente quero. Sem motivos, sem razão, sem o menor sentido, eu só quero. E nossa, como eu quero! Eu quero algo que eu não sei o que é, que eu não sei nem se existe. E acho que isso faz eu quero mais e mais. Esse silêncio que machuca me faz querer mais e mais. Mas quando aparece, me faz querer ainda mais. E quando some, nossa, como eu quero!
Acho que nunca olhei tanto pro relógio. Acho que nunca senti tanto frio. Não assim, não sem motivos. Nem que eu inventasse motivos, eles existiam. Talvez eu tenha conseguido o que eu tanto quis. Eu perdi o controle! Eu quero uma coisa que não existe, mas eu quero! Eu sinto uma coisa que não faz sentido, mas eu sinto. Eu, que sou a pessoa que mais dá desculpas para justificar seus próprios pensamentos, não consigo pensar em nada. E foi aí que eu perdi o controle. Essa falta de sentido nunca existiu pra mim. Mesmo que tenha existido, eu inventava um, e eu não consigo mais. Eu só sinto, eu só quero. Nossa, como eu quero!
Isso não existe, e por não existir eu penso que inventei. Eu quero dar um nome pra isso, mas eu não consigo. Não tem desculpas, não tem sentido, não tem lógica, não tem controle, não tem nada. Isso não tem nome. Deve ser por isso que eu chamo de você.
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